Sob o (clichê nacional) coro de "Olê Olê Olê, Muse, Muse!" , começa a surgir o som de 'Dance Of The Knights' de Sergei Prokofiev.
Então percebemos que dali em diante, a noite será inesquecível.
Tudo em ordem, instrumentos a postos, e ali a platéia começa a se movimentar, para o grande começo. De repente, ao fim da introdução ouvimos os primeiros acordes de "Knights of Cydonia", carro chefe do último CD de estúdio da banda (Black Holes and Revelations de 2006).

A música, uma das melhores da banda, leva o público de cerca de 4000 pessoas a cantar em uníssono não apenas a letra, mas também um coro de "ôôÔÔôô" "estilo Iron Maiden" de dar inveja a muitas bandas mais conhecidas no mainstream do rock internacional.
Em seguida, a banda emendou duas das favoritas dos fãs, as empolgantes "Hysteria" (do álbum "Absolution" de 2003), e "Bliss" (do álbum "Origin of Symmetry" de 2001), e mais duas do BHAR, a introspectiva "Map of the Problematic", e a dançante "Supermassive Black Hole", acompanhadas de um dos poucos momentos de interação da banda com o público, um (tão batido quanto o "olê olê") "muito oubrigado".
Assim, chegamos a um dos melhores momentos do show: a dobradinha formada pelas belissímas "Butterflies and Hurricanes" e "Citzen Erased", com direito ao publico cantando a plenos pulmões cada frase, e ficando boquiaberta com a facilidade com a qual Matthew Bellamy executa seus solos de piano. Destaque para "CE", que há muito tempo não era tocada pela banda, e haviam vários cartazes na platéia pedindo a mesma.
A música a seguir seria para "acalmar" o público, mas é praticamente impossível se acalmar ao som de "Feeling Good", clássico na voz de Nina Simone, com direito a papéis picados jogados tanto por parte de Bellamy, como da platéia, seguida de "Osaka Jam", uma jam de baixo e bateria por parte de Dominic Howard e Chris Wolstenholme.

Em seguida, agora sim, o momento "balada", com as belas "Invincible", "New Born" e "Starlight".
Porém, se você acha que as baladas acalmaram o publico, muito pelo contrário. Assim como a maioria das músicas, o público cantava todas as músicas, batia palmas "regidas" por Howard na introdução de "Starlight", e levantavam as mãos ao cantarem "together we're invincible!".
Após o momento "quase-calmaria", vinha a dobradinha "Time is Running Out" e "Plugin Baby", cada uma com seu momento marcante.
Na primeira, Bellamy arriscou deixar o público cantar sozinho e não se decepcionou.
Na segunda, balões gigantes enfeitaram o local, e quando estourados, espalhavam mais papéis picados ainda.
Enfim, chegamos ao fim, após a tradicional saída e volta para o bis.
E que bis! "Stockholm Syndrome" é a típica música para levar a casa abaixo. E a banda mostrou o motivo dela ser uma das melhores de toda carreira, seguida da apocaliptica "Take a Bow", para fechar o show de forma magistral, após um belo show, com pouca interação da banda com o público (o mais interativo era o baterista Dom Howard), muito virtuosismo e qualidade musical, e os "mais clichês ainda": "muito oubrigado" (de novo) e a declaração de que "são a melhor platéia do mundo".
E com isso, a turnê sul-americana quase chegava ao seu final, restando apenas mais uma oportunidade dos brasileiros presenciarem uma das melhores bandas da atualidade ao vivo.
Fotos: Roberto Setton / UOL

6 comentários:
Putz, só de ler esse post meus olhinhos já encheram de lágrimas! É isso que eu chamo de "take my breathe away" :P sgaUSFYTDrt
Ah sim, é a Ana, da Muse Brasil. Beijos ;*
Já clichê nacional? Menos, Fe, menos... :P haha
Realmente emocionante!!! Delirei muitoooo!!!
Belo post!
(Presumo que seja esse seu blog oficial :P)
obrigada por entrar no meu blog hahah Foi quase um absurdo, nunca divulguei-o heheh
Adicionare-te também para mantermos aquela irmandade blogueriana!
btw.. Muse é uma ótima banda, ainda mais ao vivo! Excelente, impecável. Gostaria de ter ido pra poder levantar a camiseta do São Paulo Futebol Clube quando tocasse "Invincible". O Matt entenderia ;) Até mais! :)
eu vi seu perfil no orkut e nao te conheço, pelo menos :S
Vai, Fe, se até eu posto, vc também consegue. Vamos movimentar isso aqui. ahaha
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