quarta-feira, 7 de julho de 2010

Toy Story 3


Lembro-me bem de quando vi Toy Story pela primeira vez. Tinha por volta de 10 anos e tudo aquilo era quase inacreditável. Era algo incrível ver um desenho feito totalmente em computador, fugindo das convencionais animações 2D.

Desde então, a tal Pixar tem cada vez mais nos surpreendido com animações cada vez mais bem feitas, e histórias de cair o queixo. Atualmente o nome Pixar não é mais só uma empresa de animações, e sim de cinema-arte. Roteiros como os de Monstros S/A, UP e Wall-E e são de deixar muitos filmes consagrados no chinelo, e esse Toy Story 3 não é diferente.

Desde o começo, a “brincadeira” de Andy é emocionante. O resgate, os “diálogos” entre os personagens, e a criatividade de Andy em criar “funções” para os brinquedos, como Slinky, o cão com campo magnético, nos remetem aos filmes anteriores, já preparando o clima de nostalgia que está por vir.

Simples e belo, o roteiro vai se desenrolando de uma forma bastante natural. Após os flashbacks da infância de Andy, mostrando todo o amor que ele tem pelos brinquedos, nos vemos 15 anos depois, com um Andy já adolescente, prestes a ir para a faculdade, enquanto seus brinquedos aguardam ansiosamente por mais um pouco de atenção, o que fica evidente quando Rex diz eufórico que “ele pegou em mim”.

Como sempre, Woody é o "cérebro" do “time”. Aquele que pensa sempre no seu dono, e tenta convencer todos a fazer o mesmo, mesmo sabendo que provavelmente irão passar o resto de seus dias no sótão. Mas como de costume, os outros brinquedos, talvez por ciúmes de seu dono sempre preferir Woody, nunca o ouvem. E é aí que começa a grande aventura.

Por engano todos vão parar na lixeira, e para fugir desse trágico fim, resolvem “se doar” para a creche Sunnyside, em busca de dias melhores. Contra sua escolha, Woody vai junto, porém consegue “escapar” e acaba sendo encontrado por Boonie, uma das personagens mais doces e simpáticas já criadas pela Pixar.

Enquanto isso, deslumbrados pelas maravilhas de Sunnyside, e liderados por Lotso, um urso de pelúcia bastante simpático, os outros brinquedos entram num pesadelo que parece não ter fim.

A partir disso, outros personagens menores roubam a cena, como o casal Barbie e Ken, com piadas excelentes sobre a “metrosexualidade” do mesmo, e um Sr. Cabeça de Batata versátil e heróico. Por fim, vemos um Buzz Lightyear autoritário, para pouco depois se tornar um hilário Don Juan. (O Rex não conta, ele é sempre um caso à parte).

Após muitas reviravoltas durante o filme, a Pixar consegue mais uma vez encantar a ponto de arrancar lágrimas. Depois daquela fantástica cena de UP, contando a vida do casal Fredericksen, parecia impossível uma animação conseguir tamanha dramaticidade. Porém, o que se vê nos 15 minutos finais de Toy Story 3 é de uma delicadeza poucas vezes vista no cinema.

Enfim, o filme fecha de forma brilhante esse ciclo. Após 15 anos e 3 filmes, Andy, Woody, Buzz e companhia ainda encantam e emocionam, como poucos personagens na história do cinema.

Resta torcer que a arte seja superior ao dinheiro, e a Disney/Pixar resolva não fazer mais continuações. Assim como em UP e Monstros S/A, certas histórias merecem ficar com seus finais não revelados.

E que nossa imaginação cuide do resto, assim como cuidava de Andy e seus brinquedos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Foo Fighters - Greatest Hits


Ok! Bora desenterrar isso de novo!

O lançamento já nem é tão recente, mas como só o vi “pessoalmente” hoje, vou comentar agora.

Depois de 15 anos de carreira, 6 álbuns de estúdio, e turnês lotadas por todo o mundo (América Latina não faz parte do mundo dos Foo Fighters, que fique bem claro isso), Dave Grohl , Taylor Hawkins, Nate Mendel e Chris Shiflett resolveram (por pressão da gravadora, creio eu), lançar sua coletânea de “Greatest Hits”.

Como a BMG Brasil costuma fazer, mais uma vez eles resolveram duvidar do poder de venda dos Foos, e ignoraram essa ótima edição que tenho em mãos, lançando apenas o CD, na famosa caixinha de acrílico transparente (aquela que sempre quebra o centro que segura o disco!)

Como isso já é comum à banda, assim como vários outros fãs, resolvi esperar e adquirir a edição Deluxe importada, com o DVD de clipes da banda.

E a primeira impressão é ótima! Nada de caixa de acrílico, ou o famoso Digipack (que apesar de não tão resistente, eu ainda acho ótimo!), mas sim um livreto com capa dura, uma grande evolução em se tratando de Foo Fighters, visto que os encartes da banda sempre deixavam a desejar.

E ao folhear o livreto, a impressão é de que, finalmente os caras deram conta de que deveriam dar mais valor à arte gráfica, fazendo jus à qualidade musical dos mesmos.
O encarte é ótimo. Todas as informações das músicas, várias fotos de vários momentos da carreira dos caras, trechos das letras escritos "à mão".
Finalmente, um encarte decente!

Para fechar o mesmo, um breve depoimento do Grohl, explica tudo em poucas palavras, e deixa bem claro, “Não é um disco das melhores músicas!” – concordo, trocaria Times Like These e Long Road to Ruin por A320 e Halo facilmente.



Mas o disco não deixa a desejar.
Todos os grandes hits, todas aquelas músicas que as rádios adoram estão lá. Desde This is a Call do primeiro disco (Foo Fighters de 1995), passando por Everlong (A MELHOR!) - The Colour and The Shape (1997), Breakout - There is Nothing Left to Lose (1999), All my Life - One By One (2002), Best of You - In Your Honor (2005), The Pretender - Echoes, Silence, Patience and Grace (2007), entre outras.

De novidade, apenas duas músicas. A manjada Wheels (típica musica de “OK, precisamos gravar algo pra ajudar a vender a coletânea”), e Word Forward, essa sim, empolgante!

Apesar de ser considerada “nova”, por nunca ter sido lançada em disco antes, a versão acústica de Everlong (excelente, diga-se), já é manjada pelos fãs da banda, então nem a considero novidade.

Talvez Home não seja lá um grande hit da banda, mas cairia como uma luva pra fechar o disco ao lado dela, por sua melodia simples, e ótima letra.

Enfim, apesar de achar que uma coletânea com as melhores da banda teria uma lista bastante diferente dessa, como a intenção do disco é ter as mais famosas, nisso ele se sai bem. E confesso que, com exceção das duas faixas novas, consegui acompanhar cantando o disco todo.


Porém, para não dizer que tudo é perfeito, alguma coisa tem que ter de errado. E infelizmente, veio na parte mais esperada, o DVD.
O menu é interessante, e dá uma impressão boa do conteúdo. Porém, nenhum extra, apenas os clipes.

Seguindo a ordem de lançamento, temos o bizarro I’ll Stick Around, e o engraçado Big Me (FOOTOS!), ambos do primeiro disco, seguidos do genial clipe de Everlong, dirigido por Michel Gondry, e os outros de músicas do segundo disco (Monkey Wrench e My Hero, ambos dirigidos pelo próprio Grohl, e Walking After You).

Porém é no terceiro disco que começa a “frustração”.
O ótimo clipe de Breakout não entrou no disco por questões de direitos (assim como o clipe da b-side The One), provavelmente por terem seus clipes ligados a filmes (ambas as músicas fazem parte de trilhas sonoras dos filmes “Eu, Eu Mesmo e Irene” e “Correndo Atrás do Diploma”, respectivamente).

Uma grande pena, afinal ambos os clipes são ótimos! Porém continando, temos os também legais Learn to Fly e Next Year, também do terceiro disco.

No quarto disco, também uma frustração. Apesar de ter All My Life, e o clipe-podreira de Low, falta a versão clássica de Times Like These (segue o vídeo no final do texto), tendo apenas o clipe da versão acústica da mesma (gravadora de novo??). Outra pena! Até mesmo a versão B do clipe (também abaixo), seria mais interessante.

Depois disso, continuam os clipes dos discos subseqüentes, com destaque para Best of You, D.O.A., The Pretender, Long Road to Ruin, e o novo Wheels, além de versões ao vivo de 4 músicas, cada uma tirada de um DVD da banda (mais uma vez coisa da gravadora??), além de alguns easter eggs.

Enfim, pra fã, apesar de tais “falhas” no DVD, o produto é acima da média. Não só pela banda em si, mas pelo capricho em toda arte do disco (desconsiderando a versão brasileira do mesmo, ok?).


(E abaixo, os links dos clipes que ficaram de fora do DVD)

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MEU OUVIDO É PENICO (04) - A VOLTA!

Pois é...depois de um tempo, estamos de volta, e já voltamos com uma pérola digna de Marcos Mion no piores clipes.

Se você acha que só a Pitty consegue rimas fantásticas como "Me adora, me acha foda!", prepare-se!

O que você está prestes a ver é algo fantástico! Mais um daqueles clássicos do cancioneiro brasileiro que podem vir a tocar a cada 5 minutos nas rádios.

Trata se de Jullie, uma "atriz-dubladora-que participa de alguma coisa no canal Nick (é Nickelodeon, vocês já foram melhores né??)", "ex-estrelinha mirim" de algum programa da Globo, e que quer dar uma de cantora (tá achando que isso só acontecia no Clube do Mickey??)

Pra começar bem a música, uma frase fantástica: "Hey! Cê ta pensando que é rei?"

PITTY O CARAMBA! A MELHOR RIMA DO ANO É ESSA!! COMO NINGUÉM PENSOU NISSO ANTES!!!!

Depois disso, continuam outras rimas belas como "Hey, não passa de um zé ninguém" e trocadilhos duvidosos como "não sou criança, já sei como se faz um neném, como você, blablabla..." (Nickelodeon?? Tem certeza??)

O resto, é só repetição, algumas caras e bocas, e uma musiquinha horrível, que acreditem, vi o clipe na VH1 (até tu VH1????)


É..por essa nem a Kelly Key esperava...

E você achando que já tinha ouvido todo tipo de lixo na vida né?? uhauhauha!!!

Aproveite!




http://www.youtube.com/watch?v=qqi2el-5oA4

(Bem...pelo menos ela até que é bonitinha...)

sábado, 11 de outubro de 2008

Portifólio

Até tentei atualizar aqui essa semana, mas não consegui, e nem tenho previsão de quando vou, hehe (leia-se TCC).

Mas o portifólio está atualizado, entao acessem: http://fsgphotography.blogspot.com/